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sexta-feira, 6 de junho de 2008

Terça-feira, cheguei na aula muito angustiada com a interdisciplina de Estudos Sociais, pois realmente não estava entendendo o trabalho que a professora Hilda havia solicitado. Fiquei chateada, pois o professor Silvestre não entendeu a minha pergunta, e sua fala me representou um xingamento, parecia que eu não queria fazer as atividades, me senti na pele dos alunos que muitas vezes são xingados pelo professor sem terem a chance de dizerem qual a sua dificuldade.
Mas depois que fomos para a sala com a professora, as idéias foram clareando mais. Ela me passou mais segurança, entendi melhor o que é para ser realizado. Interessante como muitas vezes diminuímos uma pessoa simplesmente pelo jeito como falamos, até agora não tive problemas com as interdisciplinas, neste semestre estou tendo mais dificuldades, e quando precisei de um esclarecimento recebi palavras duras, que me deixaram sentidas, pois não sou uma aluna, que estou a toda hora pedindo auxílio procuro me virar sozinha, deixar espaço para quem realmente precisa ir ao pólo todos os dias, e quando precisei não fui feliz.
Mas bola para frente que temos muito caminho para trilhar até chegar ao final do percurso.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Emoção

Depois de muito esperar meus alunos finalmente trouxeram a linha do tempo, fiquei encantada com os trabalhos que surgiram. Depois das apresentações, conversamos sobre a importância deste tipo de trabalho, e também de como é bom termos as fotos para registrarmos os momentos marcantes de nossa vida, sejam eles bons ou ruins. Aproveitei o momento e falamos das etapas que temos em nossa vida( nascer, crescer e morrer), tenho alguns alunos que perderam pai, avó, tios, primos, enfim pessoas bem próximas deles, e que de alguma forma afetou o emocional desses alunos. Coloquei para eles que eu também perdi muitas pessoas que eu amava, principalmente meu pai, esse diálogo me deixou emocionada, uma aluna comentou, a professora esta chorando, e um menino chorou também, pois ele disse que o pai esta doente e vai morrer. Foi uma manhã bem interessante, diferente mesmo.
Ao questionar as crianças se eles fizeram a linha do tempo com os pais e ao receber resposta positiva, perguntei se eles lembravam de alguns acontecimentos que os pais tinham colocado no trabalho, uns disseram que alguma coisa lembravam outras não.
Achei muito fofa uma menina que trouxe uma foto surpresa que a mãe fez para seu pai e ela tinha apenas 2 anos, então ela muito séria comentou que daquela festa surpresa ela não lembrava mais.Olha só! Parece gente grande.
Teve o caso triste de outra menina, que aos 2 anos queimou o braço inteiro no fogão de sua mãe, passou dois meses no hospital e usou por dois anos uma tela de proteção para sua queimadura. Mas hoje graças a Deus ela esta bem, e nem liga para a cicatriz horrível que ficou em seu braço.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Lembrar o passado é ser feliz ainda

Fazer meu quadro cronológico, com os fatos mais marcantes da minha vida, foi muito bom e emocionante ao mesmo tempo. Lembrar de coisas que às vezes guardamos bem no fundinho do coração e da memória. Algumas lembranças alegres, momentos que jamais retornarão, mas que ficarão para sempre em nossa vida, outros fatos tristes e alegres ao mesmo tempo, minha filha nasceu no dia 02/05/2001, três anos depois - 02/05/2004, falecimento de meu amado pai. Acontecimentos que ficarão marcados para sempre em minha memória e em meu coração. Estou agora escrevendo e chorando ao mesmo tempo. Pois é uma emoção muito forte, uma saudade que jamais irá acabar. Neste dia 02/05 - tenho duas emoções fortíssimas- a felicidade por minha filha caçula completar mais um ano de vida, e uma ausência, uma saudade que nada pode mudar. Chorar ou sorrir? Só sei que a vida tem que seguir, e preciso ter forças, para criar meus dois tesouros.
Tive muitas perdas em minha vida, comecei a perder as pessoas que amo muito cedo, mas também ganhei muitas coisas boas, muitas alegrias, nem tudo é sempre ruim, nem tudo sempre alegria.