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segunda-feira, 16 de junho de 2008

Quarta-feira passada fiz um trabalho com meus alunos de 6 e 7 anos, de escrever palavras, tinha o desenho e junto as letras que precisavam usar, porém essas letras estavam todas embaralhadas. Começou a interação deles, pois um pedia ajuda para o outro, trocavam idéias sobre qual a letra que eles deveriam colocar naquele momento. Às vezes, eles me perguntava:
-Prô, que letra eu coloco agora?
-Qual a letra que tu acha que deve colocar agora?
E assim eles tinham que tentar solucionar o problema das letras sozinhos, claro que alguns não conseguiram, mas a grande maioria conseguiu escrever todas as palavrinhas. Foi muito legal ver o sorriso daqueles que conseguiam resolver o exercício sozinhos, quebravam a cabeça para tentar achar o local de cada letra, ajudavam os colegas, foi uma aula bem integrada, pois aqueles que não resolveram, receberam ajuda dos outros.
Acho que trabalhei com as perguntas inteligentes, pois não dei respostas, respondi com outra pergunta, fazendo-os pesquisarem, investigarem, apropriarem-se do conhecimento já adquirido para solucionar outro.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Acreditando na Educação

Gostaria de escrever sobre o programa Soletrando que acontece aos sábados no canal 12, apresentação de Luciano Ruck, sábado dia 31/05/08, aconteceu a final deste programa, e o vencedor foi um menino chamado Éder, que reside no interior de Minas gerais , ingressou na escola somente aos 8 anos, pois sua mãe não tinha como levá-lo para a escola que ficava muito distante de sua residência, casa essa muito precária, segundo ela algumas vezes até fome passou em companhia do filho. Esse menino concorreu com mais 27 estudantes, e na final ficou com competindo com duas meninas uma do Rio de Janeiro e outra do Paraná(estudante da Escola Militar- passou e primeiro lugar nas provas), mas mesmo assim ele mostrou que a escola pública e a pessoa com menos condições podem sim vencer na vida, através dos estudos e de forma muito honesta. Passei uma tarde muito emocionada, chorei com sua vitória, pois ~são de estudantes assim que o Brasil, o Mundo estão precisando, crianças, adolescentes que enfrentam tudo de cabeça erguida, e com muita força de vontade. São crianças como o Éder que nos fazem ter forças para continuar nessa batalha da educação. Batalha sim, pois estamos cada vez mais acumulando problemas e dificuldades em nossas salas de aula, e contamos somente conosco mesmo para resolvermos tudo. Valeu menino, que Deus sempre te ilumine e te dê forças para enfrentar todos os obstáculos que encontrares em tua vida.

terça-feira, 20 de maio de 2008

O que permanecerá na memória do seu aluno depois que o tempo apagar os conteúdos?

As primeiras professoras foram, para muitos da minha geração, verdadeiras inspirações para construirmos o que hoje somos. Algumas carregamos nos nossos corações com tanta admiração e carinho, assim como elas nos carregavam pela mão, até a sala de aula, na fila formada no pa´tio da escola.
Busco nas minhas lembranças imagens desse tempo. Os professores, naquela´época, eram o exemplo de todos os valores que ouvíamos em casa e que se confirmavam na escola.
O mês de outubro sempre me reporta a esse tempo. Lembro dos professores que tive, desde aqueles dos tempos de infânciam, até os mais recentes, da minha trajetória acadêmica.
Proponho um tema de casa especial para você professor. Responder as seguintes perguntas: Seus alunos, daqui a um bom tempo, lembrarão de você com admiração, orgulho e carinho? Sua atenção está voltada mais para as disciplinas ou para eles? Você se preocupa mais se o seu aluno está feliz na sala de aula ou em cumprir a listagem de conteúdo? O que permanecerá na memória do seu aluno depois que o tempo apagar os conteúdos?
Eis a proposta. Pensar. Pensar sobre a nossa prática.
Segundo Assmann, processos cognitivos e processos vitais devem estar bem articulados quando se trata de aprendizagens, pois se aprende não só com o cérebro, mas com o coração. E que se entenda, que junto com o conteúdo desenvolvido, afinal, ele é necessário, não esqueçamos de incluir a curiosidade, a alegria, o riso, a escuta, a interação, o respeito, o cuidado.
Lembro de um antigo texto de Moacyr Scliar em que ele cita um filme chamado Milagre em Milão. No filme, há um garotinho que é criado pela avó. Ela sai e lhe deixa a incumbência de cuidar o leite que estava no fogo. O menino se distrai, o leite derrama e forma um riozinho branco no chão da cozinha. Quando a avó retorna, em vez de repreender o garoto, ela busca miniaturas de casinhas, carrinhos, árvores, pessoas e constrói uma minúscula cidade às margens do rio de leite.
Scliar, então nos convida a pensar sobre esse gesto, tão curioso quanto significativo. A avó do garoto usou o incidente como recurso pedagógico e recorreu a um elemento profundamente simbólico: o leite, que é a imagem da mãe, que tudo perdoa e ensina sempre, mesmo no chão da cozinha.
Naquele momento, a velhinha não estava dando nenhuma lição. Ela estava inspirando. E aqui, recordo o dito: " O professor medíocre fala, o bom professor, explica, o ótimo professor, demonstra, mas o verdadeiro mestre é aquele que inspira".
Sejamos mestres.
Cleonice Guerra - Professora do Ensino Fundamental - Zero Hora

domingo, 18 de maio de 2008

Superando obstáculos

Ouvindo o vídeo Saber e Sabor, Rubem Alves diz que existem inteligências flácidas, ou seja, a criança não teve a felicidade de encontrar alguém que lhe desafiasse. Quando ouvi isso, lembrei do aluno que tive o ano passado 2 anos repetindo a mesma série, e sendo considerado "burro", incomodativo na sala de aula. Porém ninguém se preocupou em apostar nesta criança, em tentar desafiá-lo para que ele visse que poderia sim ser como os outros, que ele sabia, estava esperando alguém que lhe motivasse em seu aprendizado. E acredito que eu fiz essa ponte, acreditei na sua capacidade e ao mesmo tempo criei meios para que ele construí-se seu aprendizado, hoje ele está muito feliz, e não "incomoda" mais na aula. Dia desses uma colega comentou, que o menino não parecia mais o mesmo, que eu havia feito um milagre com ele. Respondi que apenas tinha apostado nele.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Saber e Sabor

O vídeo que o professor Silvestre nos indicou é maravilhoso, olhei duas vezes seguidas. E pretendo olhar mais vezes.
Rubem Alves diz que: A memória é como escorredor de macarrão, só sobra o que é útil, o que dá prazer.
Aprender e ensinar não é espontâneo, por isso criou-se a escola. A experiência e o senso crítico são os maiores benefícios que o professor pode transmitir aos alunos. Pois a maioria está metodologicamente muito a frente do seu professor. Temos muitos que ainda entram em uma sala de aula, abrem um livro e mandam as crianças lerem e responderem. Professor necessário é aquele que se comunica, interage com os alunos para descobrir o novo.
Educar não é ensinar respostas, educar é ensinar a pensar.

Perguntas e mais perguntas...

Essa semana tivemos aula do Seminário Integrador, gostei muito de tudo o que falamos. Pois muitas vezes nós professores ficamos com vergonha de dizer que não sabemos ou que não temos certeza de alguma coisa. Diferente de nossos alunos que não possuem essa vergonha, e nos fazem as perguntas sem a menor cerimônia, desde que o professor deixe espaço para essas dúvidas, essas curiosidades.
Mais interessante foi verificar as perguntas que as crianças fazem:
Porque o céu é tão longe?
Porque o céu é azul?
De onde nasce os bebês?
Como os astronautas retornaram da lua? Essa questão foi muito divertida pois o colega Marcos mandou e-mail até para a Nassa e não obteve resposta, e ainda não tinha encontrado resposta até a aula presencial, pois quando ele colocou a pergunta, nosso outro colega Paulo fez uma cara muito estranha, então comentei com a colega Beatriz, o Paulo sabe a resposta, dito e feito, nos deu uma aula, juntamente com outra colega formada em Física.
Conversamos também que nenhuma pergunta feita pelas crianças é boba ou deva ser ignorada, devemos sim é prestar mais atenção a elas e assim puxarmos ganchos para desenvolvermos nossos trabalhos, valorizando o conhecimento dos mesmos. Quantas vezes não deixamos algum comentário deles passar despercebido por falta de tempo ou pela correria do dia-a-dia.

domingo, 11 de maio de 2008

MÃE

MÃE
A ti, minha mãe, minha gratidão, meu aplauso, meu amor.
Por teu carinho, por teu trabalho, por teu calor!
Em cada palmo de minha história, se bem me reconta a memória, posso te ver junto a mim, colhendo as flores do caminho, tocando primeiro os espinhos, me impedindo de os sentir!
Tua presença são noites regadas de amparo, no silêncio o beijo, o afago, o olhar que almeja acalmar.
Anjo de meus sonhos, presença sentida, sempre de chegada, nunca de partida, palavra carinhosa, segredos, soprados ao pé do ouvido, que hoje me fazem melhor!
De tudo o que posso compreender do amor, nada se compara ao bem que me faz teu jeito.
Não há nada melhor nem mais perfeito como o que emana de ti.
Se puder dizer-te obrigado, eu o prefiro fazer num abraço, melhor reprodução do teu sentir.
E Deus, também Mãe pelo amor que generosamente irradia, te abraça, te ampara, e vigia, te recompensando , pela criatura que fizeste de mim.
A Deus meu profundo obrigado, pelo bem de quem apenas o bem guardo, minha mãe, minha morada sem fim.

domingo, 27 de abril de 2008

O Plano Individual de Estudos para mim foi uma análise importante de fazer, pois muitas vezes na correria do dia-a-dia, acabamos esquecendo de planejarmos nossos estudos, como iremos estudar, de que forma, que objetivos pretendemos ao estudar, enfim re-pensarmos nossa vida de aluno-professor. Essa parada me fez refletir o quanto já mudei na minha vida pessoal e profissional, o quanto mudei para melhor em minha sala de aula, com meus alunos. Nas reuniões de pais, apresento mais segurança em conversar sobre os assuntos relacionados aos alunos e sua vida escolar, antes precisava sempre da presença da supervisora ou da orientadora, para dar-me um apoio. Tudo isso graças ao curso de Pedagogia a distância e aos mestres que tanta paciência e auxílio me deram nesses 4 semestres.
Então preciso sim, me esforçar cada vez mais, para aproveitar essa oportunidade única que Deus me proporcionou.
Ao professor Silvestre que nos faz refletir em suas atividades e que cada vez mais auxiliam o nosso aprendizado.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Seminário Integrador IV

SÍNTESE – REFLEXIVA

Interessante como ficamos apreensivos, ao ouvir a palavra”avaliação-apresentação”, seja para fazer uma prova escrita ou para uma apresentação oral.
Penso que esse medo, desconforto está associado a lembranças passadas, onde uma prova ou avaliação, determinava o nosso sucesso( aluno inteligente) ou por outro lado nosso fracasso(aluno com problemas de aprendizagem, fraco), aquele papel dava nosso veredicto final, passava para o ano seguinte ou repetia tudo de novo( para ficar mais forte).
O engraçado é que ainda estamos arraigados a este pensamento, digo isso porque no dia de nossa avaliação(03/01/08), quando cheguei no pólo e ao conversar com minhas colegas de curso, senti e algumas deixaram escapar assim como eu o seu nervosismo, a nossa angústia em saber se daríamos conta do recado, se seríamos aprovadas com sucesso em mais um semestre. Num momento como este é que podemos nos colocar na pele dos alunos.
Apesar de ter passado um final de ano somente lidando com doença, preparei-me para tal apresentação, mas enquanto minhas colegas apresentavam seus trabalhos, mais minha angústia aumentava. Será que realmente estava preparada para tal apresentação, o que será que os professores e colegas achariam de minhas colocações, algo que também constrangeu -me foi a presença de um professor-convidado, o qual não tínhamos noção de quem seria, nem qual seria sua expectativa em relação a nós alunas-professoras.
Tenho facilidade em conversar com meus alunos, em pequenos grupos, mas no momento em que tenho que me expor num grande grupo ou como no caso apresentar perante uma banca de professores que possuem um conhecimento bem maior que o meu, toda uma caminhada em busca de um conhecimento, senti as pernas tremerem e pareceu-me que a voz iria me abandonar.
Mas tinha em foco, relatar sobre o caso do meu aluno( que foi o meu desafio no ano de 2007), e parece que consegui passar meu recado.
Foi um caso difícil, mas contei com a ajuda da professora Ana Maria Rangel(UFRGS), Alfabetização aos seis anos - curso de extensão que muito me ajudou no trabalho com meus alunos e principalmente com o aluno considerado “problema na escola”. Analisando esses meses de estudo, posso escrever que muitas coisas mudaram em minha vida profissional, pessoal, e que estou tendo condições de auxiliar mais e melhor meus alunos e até contribuir com o setor pedagógico, contribuindo com um embasamento mais teórico, minha fala com os responsáveis das crianças já possui um outro teor, e isso tudo devo aos professores deste curso que tanto tem nós presenteado com seus conhecimentos, suas atividades, que nos fazem a todo momento analisar e re-pensar nosso processo didático. Tenho hoje um olhar diferenciado para o aluno que apresenta dificuldades de aprendizado, antes achava que ele (aluno) não estava com vontade de estudar, hoje posso perceber alguns pontos (problemas)que não tinha sensibilidade para diagnosticar e muito tem me ajudado no trabalho individualizado de meu aluno.
Sei que muito tenho para aprender, ou melhor passamos a vida e não aprendemos metade do que deveríamos, mas sei também que possuo muita vontade de aprender e de fazer a diferença na vida de meus alunos e que somente através de muita procura, de muita pesquisa é que conseguirei fazer com que isso aconteça.
Nesse ano tenho novamente dois desafios grandes(uma criança com Síndrome de Down, e um menino com desvio de comportamento e Síndrome do Pânico), espero poder novamente contar com todos os meus mestres e colegas, para que possa vencer com sucesso mais este desafio, como no ano anterior.
As interdisciplinas do semestre passado foram um elo entre o fazer com prazer, o lúdico em nossas vidas é maravilhoso, o aprender brincando tem outro sentido, e é isso que precisamos inserir em nossas escolas, para que todos os alunos possam ter prazer em aprender, que sintam vontade em voltar para a escola e lá possam ser sujeitos de sua aprendizagem, mas não com professores( aquele que manda, que faz de seu aluno um agente bancário), mas com educadores que sintam prazer em fazer diferente, eu pretendo sempre fazer parte destes educadores que fazem a diferença na vida destas pessoas tão pequeninas.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Seminário Integrador IV
Postei hoje a síntese do professor Silvestre, gostei muito de relembrar as angústias, as dúvidas do final de semestre, mas também foi muito gratificante, receber o comentário dos professores e colegas depois das apresentações, mostrando que foi válido os exemplos citados por todos do grupo, cada relato nos mostrou que realmente temos que inovar, que precisamos arregaçar as mangas e lutar contra os obstáculos que aparecem em nossos caminhos, pois os "louros" da vitória são bem gratificantes.