Hoje no turno da manhã, tivemos a apresentação de um teatro de bonecos na escola, veio da turma da tarde minha aluna com Síndrome de Down, e acabei esquecendo que tenho uma aluna, que possui verdadeiro pavor dessa aluna, ninguém sabe o motivo.
Na hora do recreio, ela entrou na sala chorando desesperada, queria ir embora, pois ela estava lá embaixo. Então lembrei da Thamires, e disse que ela não iria embora, mas que iria sim conhecer a colega da tarde. Peguei em sua mão e desci com ela, Tauana continuava chorando e escondendo o rosto para não ver a Thamires.
Pedi que chamassem a orientadora, a mãe da Thamires,percebeu a confusão, veio até mim e disse que levaria a Thamires embora. Na mesma hora disse que não, ela iria ficar para assistir ao teatro, e a Tauana iria conhecer hoje a sua colega.
Tauana continua gritando e chorando em desespero, fiz ela olhar para mim e falei que a Thamires era como nós, gostava de brincar, correr, sorrir,etc. Thamires chegou na sala do Soe,ao lado de sua mãe, quando a Tauana olhou para ela gritou desesperadamente. A Thamires levou um susto e recuou, sentou na cadeira e ficou encostada em sua mãe.
Então olhei bem firme para a Tauana e falei bem firme com ela,dizendo que ela ia parar de chorar, iria olhar para a Thamires, e ver como ela não fazia mal a ninguém. Convidei-a para ir até a pracinha com a Thamires, no primeiro instante ela perguntou se eu iria dar a mão para a Thamires, eu respondi que sim porque eu adoro a Thamires, e que ela também gostava de mim.
Disse que iríamos nós 4( Tauana, Thamires, a prô e a Neusa-orientadora), então ela concordou. Saímos para o pátio, todas de mãos dadas, eu entre as duas. Assim que saímos da sala, chegou um colega que a Tauana se realciona muito bem, pedi que ele pegasse na mão da Thamires, ele prontamente pegou na sua mão e saiu caminhando, a Tauana ficou só olhando. Chegando na pracinha, elas foram brincar no escorregador, Tauana subiu primeiro, pediu que a Thamires esperasse ela descer, depois desceu a Thamires, e assim fizeram umas quatro vezes. Então a Thamires pediu para ir na gangorra, o Mateus se ofereceu para brincar com ela. Tauana continua a observar.
Pergunto se ela quer brincar com a Thamires na gangorra, ela responde que sim, auxiliamos as duas, pois a Tauana é mais pesada do que a Thamires.Brincaram mais um pouco. Então perguntei se a Tauana queria levar a Thamires lá na sala, para mostrar sua classe para a Thamires,ela respondeu que sim. Voltamos de mãos dadas, mas agora a Tauana já aceitou pegar ña mão da Thamires. Quando estávamos perto da sala, os colegas já saiam para o teatro. A Tauana chama seus colegas e diz assim:
- Hei, gente vem cá, ver a Thamires... pode vir ela não morde.
Então veio a galera toda,e Tauana fez as apresentações:
-Essa é a Thamires, ela estuda na nossa sala de tarde, é minha amiguinha.
Convidou a Thamires para ir junto ver o teatro de bonecos, lá foram as duas de mãos dadas. Fomos atrás sem interferir. Entraram, sentaram e ficaram conversando. Lógico que a Thamires respondendo a maioria das palavras silabicamente, mas conversando.
Sai da sala, pois tive que atender um vendedor, e deixei uma professora junto com eles. Passado algum tempo retornei na sala e fui até elas, então a Tauana disse que tinha convidado a Thamires para ir na sua casa brincar de Barbie. E disse que depois ia na casa da Thamires brincar com suas bonecas. Olhei para a Tauana e disse que eu estava muito feliz com ela.
No final do teatro, elas sairam bem, e a Tauana se despediu da Thamires como se nada tivesse acontecido.
Olha me segurei para não chorar, fiquei muito emocionada com tudo que aconteceu. Espero que minha atitude venha a contribuir para que surja uma grande amizade.
OBS: A mãe da Thamires era só alegria, pois achava que esse problema não iria ter solução. Pedi que ela combinasse com a mãe da Tauana e levasse até sua casa, para que ela visse que lá tudo era igual a sua casa, e que deixasse a Thamires ir na casa da Tauana também.
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quinta-feira, 20 de novembro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
TÍTULO DO PROJETO
POLÍTICAS EDUCACIONAIS
TEMA: Inclusão
PERGUNTA NORTEADORA
" Como a Inclusão está se dando no contexto escolar?"
OBJETIVO GERAL
O presente projeto visa buscar maiores informações, mais esclarecedoras a respeito do referido tema, de acordo com os anseios por parte dos envolvidos no processo educativo de entender e modificar a realidade, oportunizando a busca constante do melhor atendimento do educador à criança com necessidades especiais.
OBJETIVO ESPECÍFICO
- Conhecer todas as leis que regem a inclusão nas escolas regulares;
- Buscar novos conhecimentos sobre o tema através de pesquisas;
- Promover debates entre os componentes do grupo;
- Transmitir a todos os interessados pelo tema, os conhecimentos adquiridos sobre o tema inclusão através deste Projeto de Aprendizagem.
JUSTIFICATIVA
A Inclusão escolar é um processo novo, distorcido ainda e um movimento polêmico entre as instituições escolares regulares. Porém, conforme a consituição seja de qual for a ordem do problema que a criança venha ter, grave ou não, ela tem o direito de estar inserida dentro de uma instituição escolar regular recebendo essa educação que é para todos.
Para tanto se faz necessário a realização deste Projeto, de Aprendizagem que facilitará a pesquisa, a busca do conhecimento para elucidar o verdadeiro sentido da inclusão. Tornando-se compreensível a todos os envolvidos no meio educacional, como um direito de todos que precisa ser respeitado. Bem como, através do referido mostrar que existe a viabilidade de um processo inclusivo e que provavelmente modificará as escolas e seu paradigma educacional.
A educação democrática para todos se dá nas instituições que de alguma forma acolhe e se especializa com todos os tipos de alunos, sem exclusão de qualquer ordem.
A escolha do referido tema dentro de Projeto de Aprendizagem veio com a necessidade que nós componentes do grupo, assim como colegas da rede, sentem em desmistificar conceitos sobre a luta pela inclusão na escola para as pessoas com deficiências. Sem dúvida claro, buscado a adaptação física e psicológica a também adaptação de toda a comunidade escolar para atendimento destes necessitados.
METAS
COMPREENDER E TRANSMITIR ATRAVÉS DO PROJETO DE APRENDIZAGEM COM O REFERIDO TEMA QUE:
- É possível proporcionar a todos que sejam envolvidos na educação e desejem compartilhar com nosso aprendizado sobre o tema, informações esclarecedoras e envolventes dentro do nosso Projeto.
- Não se muda a escola num passe de mágica;
- Que é possível uma escola igualitária para todos;
- Se hoje ainda há fragilidade e falta de compreensão para uma situação tão inovadora, as poucas mas já existentes inclusões poderão, numa luta constante e seriedade dos órgãos governamentais, antever o crescimento desse novo paradigma político educacional.
- As perspectivas da inclusão escolar, nas instituições regulares podem demonstrar a vitoria que cada criança, familiar ou comunidade social sobre a educação que é para todos.
METODOLOGIA
- O nosso Projeto tem se formado através de reuniões das componentes do grupo, que visa ampliar seus conhecimentos do tema Inclusão, com troca de idéias, de conhecimentos que cada uma vem buscando ao longo da realização e construção.
- Buscar conhecimentos através de pesquisas na Internet, textos com bibliografias de autores variados;
- Pesquisas com colegas da rede que já trabalham com inclusão;
- Depoimentos de pais;
- Vídeos;
- Reportagens;
Outros instrumentos que forem surgindo ao longo do projeto.
POLÍTICAS EDUCACIONAIS
TEMA: Inclusão
PERGUNTA NORTEADORA
" Como a Inclusão está se dando no contexto escolar?"
OBJETIVO GERAL
O presente projeto visa buscar maiores informações, mais esclarecedoras a respeito do referido tema, de acordo com os anseios por parte dos envolvidos no processo educativo de entender e modificar a realidade, oportunizando a busca constante do melhor atendimento do educador à criança com necessidades especiais.
OBJETIVO ESPECÍFICO
- Conhecer todas as leis que regem a inclusão nas escolas regulares;
- Buscar novos conhecimentos sobre o tema através de pesquisas;
- Promover debates entre os componentes do grupo;
- Transmitir a todos os interessados pelo tema, os conhecimentos adquiridos sobre o tema inclusão através deste Projeto de Aprendizagem.
JUSTIFICATIVA
A Inclusão escolar é um processo novo, distorcido ainda e um movimento polêmico entre as instituições escolares regulares. Porém, conforme a consituição seja de qual for a ordem do problema que a criança venha ter, grave ou não, ela tem o direito de estar inserida dentro de uma instituição escolar regular recebendo essa educação que é para todos.
Para tanto se faz necessário a realização deste Projeto, de Aprendizagem que facilitará a pesquisa, a busca do conhecimento para elucidar o verdadeiro sentido da inclusão. Tornando-se compreensível a todos os envolvidos no meio educacional, como um direito de todos que precisa ser respeitado. Bem como, através do referido mostrar que existe a viabilidade de um processo inclusivo e que provavelmente modificará as escolas e seu paradigma educacional.
A educação democrática para todos se dá nas instituições que de alguma forma acolhe e se especializa com todos os tipos de alunos, sem exclusão de qualquer ordem.
A escolha do referido tema dentro de Projeto de Aprendizagem veio com a necessidade que nós componentes do grupo, assim como colegas da rede, sentem em desmistificar conceitos sobre a luta pela inclusão na escola para as pessoas com deficiências. Sem dúvida claro, buscado a adaptação física e psicológica a também adaptação de toda a comunidade escolar para atendimento destes necessitados.
METAS
COMPREENDER E TRANSMITIR ATRAVÉS DO PROJETO DE APRENDIZAGEM COM O REFERIDO TEMA QUE:
- É possível proporcionar a todos que sejam envolvidos na educação e desejem compartilhar com nosso aprendizado sobre o tema, informações esclarecedoras e envolventes dentro do nosso Projeto.
- Não se muda a escola num passe de mágica;
- Que é possível uma escola igualitária para todos;
- Se hoje ainda há fragilidade e falta de compreensão para uma situação tão inovadora, as poucas mas já existentes inclusões poderão, numa luta constante e seriedade dos órgãos governamentais, antever o crescimento desse novo paradigma político educacional.
- As perspectivas da inclusão escolar, nas instituições regulares podem demonstrar a vitoria que cada criança, familiar ou comunidade social sobre a educação que é para todos.
METODOLOGIA
- O nosso Projeto tem se formado através de reuniões das componentes do grupo, que visa ampliar seus conhecimentos do tema Inclusão, com troca de idéias, de conhecimentos que cada uma vem buscando ao longo da realização e construção.
- Buscar conhecimentos através de pesquisas na Internet, textos com bibliografias de autores variados;
- Pesquisas com colegas da rede que já trabalham com inclusão;
- Depoimentos de pais;
- Vídeos;
- Reportagens;
Outros instrumentos que forem surgindo ao longo do projeto.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Feliz Dia do Professor
Longe vão os tempos em que professor era figura reconhecida, tanto pelos pais quanto pelos alunos. Não falo em ganhar presente, mas um abraço, um muito obrigado, uma palavra singela Felicidades!!!
Interessante é qe quando seus filhos estão doentes, servimos como enfermeiros, médicos, psicólogos,etc. Mas na hora que gostaríamos de um reconhecimento, nada a dizer.
Será que o professor foi esquecido??? Será que não temos mais nenhum valor para a família de nossos alunos???
Até mesmo a mídia que antigamente tanta propaganda fazia, em comemoração ao dia daquele que incentiva, motiva, orienta todo indivíduo a trilhar seu caminho, nem mesmo um pequeno Valeu, professor!
Fogaça, homenageou o professor, de certo porque ele é um de nós. Maria do Rosário também disse algumas palavras(professora), será que se eles não fossem docentes, teriam feito alguma referência aos educadores???
Acho sim, que precisamos de um Muito Obrigado, de vez em quando. Porque a família só vem na escola quando é para reclamar do professor(a) de seu(a) filho(a). Todo ser humano gosta de um incentivo, de uma palavra de carinho, de um abraço, não venham me dizer que isso é bobagem, não acho, vivemos num corre-corre diário, que quando ganhamos uma palavra de atenção, serve como uma motivação, um reconhecimento de nosso trabalho, que anda tão desvalorizado, pela mídia, pela internet, pelas pessoas em geral.
Ouvimos desde os tempos de nossa formação que precisamos valorizar tudo que nosso aluno faz, o educador também precisa deste incentivo!
Então a todos os colegas educadores, meu sincero FELIZ DIA DO PROFESSOR!!!! SAÚDE, PAZ, HARMONIA, ALEGRIA, TODOS OS DIAS DE NOSSA VIDA!
Longe vão os tempos em que professor era figura reconhecida, tanto pelos pais quanto pelos alunos. Não falo em ganhar presente, mas um abraço, um muito obrigado, uma palavra singela Felicidades!!!
Interessante é qe quando seus filhos estão doentes, servimos como enfermeiros, médicos, psicólogos,etc. Mas na hora que gostaríamos de um reconhecimento, nada a dizer.
Será que o professor foi esquecido??? Será que não temos mais nenhum valor para a família de nossos alunos???
Até mesmo a mídia que antigamente tanta propaganda fazia, em comemoração ao dia daquele que incentiva, motiva, orienta todo indivíduo a trilhar seu caminho, nem mesmo um pequeno Valeu, professor!
Fogaça, homenageou o professor, de certo porque ele é um de nós. Maria do Rosário também disse algumas palavras(professora), será que se eles não fossem docentes, teriam feito alguma referência aos educadores???
Acho sim, que precisamos de um Muito Obrigado, de vez em quando. Porque a família só vem na escola quando é para reclamar do professor(a) de seu(a) filho(a). Todo ser humano gosta de um incentivo, de uma palavra de carinho, de um abraço, não venham me dizer que isso é bobagem, não acho, vivemos num corre-corre diário, que quando ganhamos uma palavra de atenção, serve como uma motivação, um reconhecimento de nosso trabalho, que anda tão desvalorizado, pela mídia, pela internet, pelas pessoas em geral.
Ouvimos desde os tempos de nossa formação que precisamos valorizar tudo que nosso aluno faz, o educador também precisa deste incentivo!
Então a todos os colegas educadores, meu sincero FELIZ DIA DO PROFESSOR!!!! SAÚDE, PAZ, HARMONIA, ALEGRIA, TODOS OS DIAS DE NOSSA VIDA!
sábado, 11 de outubro de 2008
Semana das Crianças
Nessa semana houve por parte dos professores da minha escola, uma união muito legal, durante todos os dias fizemos atividades recreativas com os alunos depois do recreio, e todos os colegas docentes participaram efetivamente. Na sexta-feira, fizemos uma festa em comemoração ao Dia das Crianças, e nossa guarda municipal vestiu-se de palhaça, as crianças que podiam vieram vestidas com fantasias, foi uma festa 10. Acho que essa união falta em minha escola, é uma pena que não aconteça isso todos os dias do ano. Mas quem sabe aos poucos vamos mudando,e daqui a algum tempo possamos ter uma escola mais unida em prol dos alunos.
AS CRIANÇAS APRENDEM AQUILO QUE VIVEM
Se uma criança vive criticada, aprende a condenar;
Se uma criança vive com maus tratos, aprende a brigar;
Se uma criança vive humilhada, aprende a se sentir culpada;
Se uma criança é estimulada, aprende a confiar;
Se uma criança é valorizada, aprende a valorizar;
Se uma criança vive no equilíbrio, aprende a ser justa;
Se uma criança vive em segurança, aprende a ter fé;
Se uma criança é bem aceita, aprende a respeitar;
Se uma criança vive na amizade, aprende a ser amiga, aprende a encontrar amor no mundo.
"Tudo aquilo que fazemos, seja para quem for, façamos com muito amor, como se fosse para nós mesmos".
A todas as crianças e aos adultos-crianças, muita paz, amor, felicidade, respeito, dignidade, hoje e sempre.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Hoje o SPMG, nos brindou com um ciclo de debates - Educação Inclusiva ministrado pela doutora Soraia Napoleão Freitas da Universidade Federal de Santa Maria. Pela primeira vez neste ano os docentes participaram em massa deste encontro, uma pessoa que sabe do que está falando e mais do que isso vivencia a inclusão a mais de 10 anos.
"Falar em inclusão sem falar em trabalho coletivo na escola, então é melhor nem começar." Interessante como mesmo não tendo0 grande conhecimento do assunto, sempre disse que precisamos de apoio para o trabalho não só com o aluno de inclusão mas com todos, e isso geralmente não temos dentro das escolas. Quando temos um problema e chamamos o pedagógico, recebemos aquela visita de médico( 10 minutos), mandam o fulano sentar que voltaram para ver seu trabalhinho depois, e vão embora, o problema continua dentro da sala e em nossas mãos. Que tipo de apoio é essse, quem ajuda na sala quando os problemas já não podme mais ser resolvidos nas quatro paredes. Esse é o sentido de incluir trabalhar, mexer com todos, pois educação não se faz, não acontece somente com o professor e o aluno, mas com todos que fazem parte deste contexto.
Conforme a professora Soraia, está muito difícil de se articular esse todo, a família está delegando responsabilidades para a escola que não pertencem a ela, nem aos seus docentes. O transporte
escolar por um lado é um facilitador para a locomoção dos alunos, mas por outro está afastando cada vez mais a família do convívio escolar, muitos pais vão conhecer o professor de seus filhos somente se forem chamados por algum problema, ou no final do ano para pegar o parecer final. O Segundo dificultador é o professor saber que tem um problema, agir, mas sem saber o que e como fazer. Isso muitas vezes pode ser mais prejudicial do que parece para essas crianças.
A doutora Soraia, colocou que os cursos que formam professores, formam formadores para alunos que não existem, alunos quase perfeitos, ou parecdos com robôs, onde estão essas crianças. Quando esses formadores se deparam com tantos problemas não sabem como agir.
Outra coisa importante é que os docentes precisam conhecer o Plano Nacional de Educação, que permite ao docentes saber de seus direitos. Questionou se sabíamos a diferença entre capacidade e competência.
Capacidade todos temos. Já a competência vem do conhecimento. O professor precisa estudar, precisa de tempo remunerado para este estudo. Ao invês de palestras de formação com pessoas que não sabem o que vão falar, ou não tem experiência no assunto que vão conferenciar, deveriam trocar idéias com seus colegas, ter ciclos de debates para que possam colocar suas dúvidas, suas angústias.
"Poderíamos definir a Educação Inclusiva como uma reforma educacional que promove a educação conjunta de todos os alunos, independente de suas características individuais ou estatuto sócioeconômico, removendo barreiras à aprendizagem e valorizando as suas diferenças."
Diferentes informações para encontrar novas soluções:
-flexibilidade;
-sensibilidade;
-originalidade e pensamento divergente.
Prática pedagógica inclusiva - aluno e professor constroem o aprendizado.
OBS: Não podemos dizer que temos alunos incluso, pois incluso é o dente; o que temos são alunos incluídos no contexto escolar.
"Falar em inclusão sem falar em trabalho coletivo na escola, então é melhor nem começar." Interessante como mesmo não tendo0 grande conhecimento do assunto, sempre disse que precisamos de apoio para o trabalho não só com o aluno de inclusão mas com todos, e isso geralmente não temos dentro das escolas. Quando temos um problema e chamamos o pedagógico, recebemos aquela visita de médico( 10 minutos), mandam o fulano sentar que voltaram para ver seu trabalhinho depois, e vão embora, o problema continua dentro da sala e em nossas mãos. Que tipo de apoio é essse, quem ajuda na sala quando os problemas já não podme mais ser resolvidos nas quatro paredes. Esse é o sentido de incluir trabalhar, mexer com todos, pois educação não se faz, não acontece somente com o professor e o aluno, mas com todos que fazem parte deste contexto.
Conforme a professora Soraia, está muito difícil de se articular esse todo, a família está delegando responsabilidades para a escola que não pertencem a ela, nem aos seus docentes. O transporte
escolar por um lado é um facilitador para a locomoção dos alunos, mas por outro está afastando cada vez mais a família do convívio escolar, muitos pais vão conhecer o professor de seus filhos somente se forem chamados por algum problema, ou no final do ano para pegar o parecer final. O Segundo dificultador é o professor saber que tem um problema, agir, mas sem saber o que e como fazer. Isso muitas vezes pode ser mais prejudicial do que parece para essas crianças.
A doutora Soraia, colocou que os cursos que formam professores, formam formadores para alunos que não existem, alunos quase perfeitos, ou parecdos com robôs, onde estão essas crianças. Quando esses formadores se deparam com tantos problemas não sabem como agir.
Outra coisa importante é que os docentes precisam conhecer o Plano Nacional de Educação, que permite ao docentes saber de seus direitos. Questionou se sabíamos a diferença entre capacidade e competência.
Capacidade todos temos. Já a competência vem do conhecimento. O professor precisa estudar, precisa de tempo remunerado para este estudo. Ao invês de palestras de formação com pessoas que não sabem o que vão falar, ou não tem experiência no assunto que vão conferenciar, deveriam trocar idéias com seus colegas, ter ciclos de debates para que possam colocar suas dúvidas, suas angústias.
"Poderíamos definir a Educação Inclusiva como uma reforma educacional que promove a educação conjunta de todos os alunos, independente de suas características individuais ou estatuto sócioeconômico, removendo barreiras à aprendizagem e valorizando as suas diferenças."
Diferentes informações para encontrar novas soluções:
-flexibilidade;
-sensibilidade;
-originalidade e pensamento divergente.
Prática pedagógica inclusiva - aluno e professor constroem o aprendizado.
OBS: Não podemos dizer que temos alunos incluso, pois incluso é o dente; o que temos são alunos incluídos no contexto escolar.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Ontem na aula presencial foi muito bom conversarmos com o professor Silvestre e detectar que estamos indo pelo caminho certo ao elaborarmos nosso PA. Conversar com o professor Silvestre, sempre traz uma tranqüilidade, pois ele não se altera em momento algum, está sempre calmo. Diferente do nosso grupo, que é bem angustiado, bem agitado. Mas acho que com o passar do tempo isso acaba melhorando, diz um velho ditado, "que o tempo traz sabedoria", e essa sabedoria nos acalma. Espero que seja verdade.
Elaborar um planejamento de aula é bem diferente do que elaborar um PA, pois temos que ser mais autônomas, ir atrás do nosso conhecimento. A escolha do nome do nosso trabalho "inclusão", foi decorrência das perguntas norteadoras, estamos num ano de reorganização curricular, próximo ano reorganização do Regimento Escolar, sabemos que a inclusão está contemplada na lei, que é um fato, que não podemos mais virar as costas para esse assunto. Mas ao mesmo tempo, pensamos que não é simplesmente do dia para a noite, que um assunto tão importante como esse deva entrar em nossas escolas, em nossas vidas. Assim como consta a inclusão na LDB, também consta que esses alunos devem ter um profissional capacitado para trabalhar com elas, um espaço físico apropriado para sua locomoção, um número reduzido de alunos em sala de aula. Pórem, a realidade que encontramos em nossas escolas, é bem outra, salas cheias de crianças, mais as de inclusão, falta de pessoas capacitadas para esse trabalho, nem espaço físico tem nas escolas. Então o questionamento, até que ponto essa inclusão está sendo benéfica para as crianças especiais? Esperamos com esse trabalho podermos entendermos melhor todo esse processo inclusivo pelo qual estamos passando e que fará parte de nossas vidas profissionais.
Elaborar um planejamento de aula é bem diferente do que elaborar um PA, pois temos que ser mais autônomas, ir atrás do nosso conhecimento. A escolha do nome do nosso trabalho "inclusão", foi decorrência das perguntas norteadoras, estamos num ano de reorganização curricular, próximo ano reorganização do Regimento Escolar, sabemos que a inclusão está contemplada na lei, que é um fato, que não podemos mais virar as costas para esse assunto. Mas ao mesmo tempo, pensamos que não é simplesmente do dia para a noite, que um assunto tão importante como esse deva entrar em nossas escolas, em nossas vidas. Assim como consta a inclusão na LDB, também consta que esses alunos devem ter um profissional capacitado para trabalhar com elas, um espaço físico apropriado para sua locomoção, um número reduzido de alunos em sala de aula. Pórem, a realidade que encontramos em nossas escolas, é bem outra, salas cheias de crianças, mais as de inclusão, falta de pessoas capacitadas para esse trabalho, nem espaço físico tem nas escolas. Então o questionamento, até que ponto essa inclusão está sendo benéfica para as crianças especiais? Esperamos com esse trabalho podermos entendermos melhor todo esse processo inclusivo pelo qual estamos passando e que fará parte de nossas vidas profissionais.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Ontem nos reunimos no pólo para continuarmos a elaboração do nosso PA, ao meu ver escolhemos um assunto muito rico para discussão. É muito bonito lermos as leis, os Pareceres, mas a realidade não é tão bela quanto parece.
No início deste ano recebi uma aluna com Síndrome de Down, um menino com desvio de comportamento, fora os outros problemas que não possuem laudo. A escola especial Cebolinha nos atendeu somente uma vez até agora. Sendo que o discurso é que os docentes teriam uma reunião por mês, para falarmos dos progressos ou não dos alunos, das dificuldades encontradas, de atividades que poderia ser trabalhadas, belo engano!!
Me arrumo como posso dentro e fora da sala, quando estou atendendo a menina, o menino fica girando dentro da sala e chamando minha atenção. Quando estou atenddendo o menino é a vez da menina ficar puxando meus braços e me chamando para que eu não fique perto do menino. E assim passam os dias, sou sincera e dizer que não estou vendo avanço cognitivo por parte da menina, e isso me deixa angustiada, será que na escola especial ela não estaria se desenvolvendo melhor. Até que ponto a escola regular é boa para essas crianças?
Será que realmente estamos excluindo -as deixando-as na escola especial?
Quando os professores serão ouvidos? Quando nossas angústias serão ouvidas?
Interessante, como os componentes do nosso grupo pensam parecido quanto se trata deste assunto inclusão. Será que somos preconceituosas? Será que não temos boa vontade?
Será que não nos preocupamos com o bem estar dessas crianças que sempre foram discriminadas pela sociedade?
Uma colega comentou que na sua escola tem um aluno na cadeira de roda, tem o corpo tortinho, que na hora do recreio fica num canto do pátio, olhando para o nada, enquanto ao seu redor as crianças brincam, correm, gritam, será que essa é a inlcusão que os governantes querem?
O que será que passa na cabeça dessas criança especial, num mundo tão distante daquele que ela já estava habituada. São questões muito delicadas que estão gritantes na fala dos docentes, espero que consigamos com o PA, esclarecer essas dúvidas, essas angústias.
Temos muito trabalho pela frente!!!
No início deste ano recebi uma aluna com Síndrome de Down, um menino com desvio de comportamento, fora os outros problemas que não possuem laudo. A escola especial Cebolinha nos atendeu somente uma vez até agora. Sendo que o discurso é que os docentes teriam uma reunião por mês, para falarmos dos progressos ou não dos alunos, das dificuldades encontradas, de atividades que poderia ser trabalhadas, belo engano!!
Me arrumo como posso dentro e fora da sala, quando estou atendendo a menina, o menino fica girando dentro da sala e chamando minha atenção. Quando estou atenddendo o menino é a vez da menina ficar puxando meus braços e me chamando para que eu não fique perto do menino. E assim passam os dias, sou sincera e dizer que não estou vendo avanço cognitivo por parte da menina, e isso me deixa angustiada, será que na escola especial ela não estaria se desenvolvendo melhor. Até que ponto a escola regular é boa para essas crianças?
Será que realmente estamos excluindo -as deixando-as na escola especial?
Quando os professores serão ouvidos? Quando nossas angústias serão ouvidas?
Interessante, como os componentes do nosso grupo pensam parecido quanto se trata deste assunto inclusão. Será que somos preconceituosas? Será que não temos boa vontade?
Será que não nos preocupamos com o bem estar dessas crianças que sempre foram discriminadas pela sociedade?
Uma colega comentou que na sua escola tem um aluno na cadeira de roda, tem o corpo tortinho, que na hora do recreio fica num canto do pátio, olhando para o nada, enquanto ao seu redor as crianças brincam, correm, gritam, será que essa é a inlcusão que os governantes querem?
O que será que passa na cabeça dessas criança especial, num mundo tão distante daquele que ela já estava habituada. São questões muito delicadas que estão gritantes na fala dos docentes, espero que consigamos com o PA, esclarecer essas dúvidas, essas angústias.
Temos muito trabalho pela frente!!!
domingo, 24 de agosto de 2008
Novamente gostaria de deixar registrado o meu contentamento nas aulas presenciais. É muito bom poder olhar nos olhos das pessoas, ver um sorriso estampado no rosto, falarmos com os colegas, ouvir os professores. Mas também sei que esse não é o perfil de nosso curso.
Fiquei bem mais tranqüila com os esclarecimentos da coordenadora Rosane Aragon, que ao meu ver deixou bem claro algumas perguntas que ainda estavam nebulosas, principalmente os Cursos de extensão (105 horas), além de todo nosso curso.
Gostaria também de agradecer aos professores Silvestre e Eliseo, que demonstram tanta paciência e compreensão conosco.
Entendi melhor a diferença entre Projeto de Ensino e Projeto de Aprendizagem, neste segundo, quem vai atrás do conhecimento é o próprio indivíduo, conforme seu interesse. Percebo claramente isso em nossos estudos, quando entra uma interdisciplina que nos chama a atenção, ou desperte nosso interesse, intensificamos nossos estudos.
Percebo que com nossos alunos, acontece a mesma coisa, quando eles se interessam por alguma matéria, as aulas ficam mais produtivas, mais participativas. O trabalho do professor é mais difícil, pois precisamos estar atentos a tudo que ocorre em sala de aula, mas o resultado final é bem mais produtivo.
Fiquei bem mais tranqüila com os esclarecimentos da coordenadora Rosane Aragon, que ao meu ver deixou bem claro algumas perguntas que ainda estavam nebulosas, principalmente os Cursos de extensão (105 horas), além de todo nosso curso.
Gostaria também de agradecer aos professores Silvestre e Eliseo, que demonstram tanta paciência e compreensão conosco.
Entendi melhor a diferença entre Projeto de Ensino e Projeto de Aprendizagem, neste segundo, quem vai atrás do conhecimento é o próprio indivíduo, conforme seu interesse. Percebo claramente isso em nossos estudos, quando entra uma interdisciplina que nos chama a atenção, ou desperte nosso interesse, intensificamos nossos estudos.
Percebo que com nossos alunos, acontece a mesma coisa, quando eles se interessam por alguma matéria, as aulas ficam mais produtivas, mais participativas. O trabalho do professor é mais difícil, pois precisamos estar atentos a tudo que ocorre em sala de aula, mas o resultado final é bem mais produtivo.
domingo, 17 de agosto de 2008
As atividades já estão sendo postadas, e serão muitas leituras a realizarmos, no entanto, acredito que elas nos ajudarão na Reorganização Curricular que estamos novamente revendo dentro das escolas. Interessante, que o tempo passa, as modernidades estão a todo segundo aparecendo frente aos nossos olhos, e dentro das instituições de ensino, quase nada modificou-se. Nossas(o) especialistas, encarregadas(o) de orientar-nos teoricamente sobre as questões mais burocráticas, não sabem mais o que colocar nos documentos. Será por falta de conhecimento? Falta de leituras? Ou simplesmente desleixo com a educação?
Na minha escola ficamos apavoradas, pois as reuniões passam e muito pouco avançamos nessa Reorganização. O que fazer? Onde buscar ajuda?
Difícil também quando temos colegas que não aceitam opiniões, conselhos, ficam brabas, ignoram as pessoas.
Espero que nesse semestre consiga esclarecer um pouco mais esses conceitos sobre Gestão Democrática, Projetos Pedagógicos, etc. Enfim conseguir abrir um pouco mais meus horizontes, e quem sabe ajudar meus colegas docentes dentro do meu estabelecimento de ensino.
Tenho consciência de que terei que intensificar meus horários de estudo, pois as leituras exigem muita atenção, muita concentração.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
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