O termo autismo vem do grego “autós” que significa “de si mesmo”.
AUTISMO
O que é?
Autismo é uma desordem na qual uma criança jovem não pode desenvolver relações sociais normais, se comporta de modo compulsivo e ritualista, e geralmente não desenvolve inteligência normal.
O autismo é uma patologia diferente do retardo mental ou da lesão cerebral, embora algumas crianças com autismo também tenham essas doenças.
Sinais de autismo normalmente aparecem no primeiro ano de vida e sempre antes dos três anos de idade. A desordem é duas a quatro vezes mais comum em meninos do que em meninas.
Causas
A causa do autismo não é conhecida. Estudos de gêmeos idênticos indicam que a desordem pode ser, em parte, genética, porque tende a acontecer em ambos os gêmeos se acontecer em um. Embora a maioria dos casos não tenha nenhuma causa óbvia, alguns podem estar relacionados a uma infecção viral (por exemplo, rubéola congênita ou doença de inclusão citomegálica), fenilcetonúria (uma deficiência herdada de enzima), ou a síndrome do X frágil (uma dosagem cromossômica).
Sintomas e diagnóstico
Uma criança autista prefere estar só, não forma relações pessoais íntimas, não abraça, evita contato de olho, resiste às mudanças, é excessivamente presa a objetos familiares e repete continuamente certos atos e rituais. A criança pode começar a falar depois de outras crianças da mesma idade, pode usar o idioma de um modo estranho, ou pode não conseguir - por não poder ou não querer - falar nada. Quando falamos com a criança, ela freqüentemente tem dificuldade em entender o que foi dito. Ela pode repetir as palavras que são ditas a ela (ecolalia) e inverter o uso normal de pronomes, principalmente usando o tu em vez de eu ou mim ao se referir a si própria.
Sintomas de autismo em uma criança levam o médico ao diagnóstico, que é feito através da observação. Embora nenhum teste específico para autismo esteja disponível, o médico pode executar certos testes para procurar outras causas de desordem cerebral.
A maioria das crianças autistas tem desempenho intelectual desigual, assim, testar a inteligência não é uma tarefa simples. Pode ser necessário repetir os testes várias vezes. Crianças autistas normalmente se saem melhor nos itens de desempenho (habilidades motoras e espaciais) do que nos itens verbais durante testes padrão de Q.I. Acredita-se que aproximadamente 70 por cento das crianças com autismo têm algum grau de retardamento mental (Q.I. menor do que 70).
Entre 20 e 40 por cento das crianças autistas, especialmente aquelas com um Q.I. abaixo de 50, começam a ter convulsões antes da adolescência.
Algumas crianças autistas apresentam aumento dos ventrículos cerebrais que podem ser vistos na tomografia cerebral computadorizada. Em adultos com autismo, as imagens da ressonância magnética podem mostrar anormalidades cerebrais adicionais.
Uma variante do autismo, às vezes chamada de desordem desenvolvimental pervasiva de início na infância ou autismo atípico, pode ter início mais tardio, até os 12 anos de idade. Assim como a criança com autismo de início precoce, a criança com autismo atípico não desenvolve relacionamentos sociais normais e freqüentemente apresenta maneirismos bizarros e padrões anormais de fala. Essas crianças também podem ter síndrome de Tourette, doença obsessivo-compulsiva ou hiperatividade.
Assim, pode ser muito difícil para o médico diferenciar entre essas condições.
Prognóstico e tratamento
Os sintomas de autismo geralmente persistem ao longo de toda a vida.
Muitos especialistas acreditam que o prognóstico é fortemente relacionado a quanto idioma utilizável a criança adquiriu até os sete anos de idade. Crianças autistas com inteligência subnormal - por exemplo, aquelas com Q.I. abaixo de 50 em testes padrão - provavelmente irão precisar de cuidado institucional em tempo integral quando adultos.
Crianças autistas na faixa de Q.I. próximo ao normal ou mais alto, freqüentemente se beneficiam de psicoterapia e educação especial.
Fonoterapia é iniciada precocemente bem como a terapia ocupacional e a fisioterapia.
A linguagem dos sinais às vezes é utilizada para a comunicação com crianças mudas, embora seus benefícios sejam desconhecidos. Terapia comportamental pode ajudar crianças severamente autistas a se controlarem em casa e na escola. Essa terapia é útil quando uma criança autista testar a paciência de até mesmo os pais mais amorosos e os professores mais dedicados.
Lista de Checagem do Autismo
A lista serve como orientação para o diagnóstico. Como regra os indivíduos com autismo apresentam pelo menos 50% das características relacionadas. Os sintomas podem variar de intensidade ou com a idade.
Dificuldade em juntar-se com outras pessoas,
Insistência com gestos idênticos, resistência a mudar de rotina,
Risos e sorrisos inapropriados,
Não temer os perigos,
Pouco contato visual,
Pequena resposta aos métodos normais de ensino,
Brinquedos muitas vezes interrompidos,
Aparente insensibilidade à dor,
Ecolalia (repetição de palavras ou frases),
Preferência por estar só; conduta reservada,
Pode não querer abraços de carinho ou pode aconchegar-se carinhosamente,
Faz girar os objetos,
Hiper ou hipo atividade física,
Aparenta angústia sem razão aparente,
Não responde às ordens verbais; atua como se fosse surdo,
Apego inapropriado a objetos,
Habilidades motoras e atividades motoras finas desiguais, e
Dificuldade em expressar suas necessidades; emprega gestos ou sinais para os objetos em vez de usar palavras.
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?44 (Consultado em 03/06/09, às 15:44)
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quarta-feira, 3 de junho de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009
É brincadeira, as coisas que acontecem dentro da escola
Recebemos hoje na escola uma moça, para ser monitora dos alunos de inclusão. Ela atenderá a turma de 2º ano e a minha de 1º ano mais especificamente. Após o recreio ela veio para minha turma, eu já estava com uma monitora na sala. Precisei descer para digitar um ofício para a diretora,e deixei as duas com as crianças. Não levou 10 minutos veio a monitora Marta, chamando desesperada que o aluno X,havia descido para tomar água e não queria ir para a sala, que a monitora da inclusão estava me chamando. Olhei para a Marta e respondi, mas a monitora da inclusão não é ela??? Porque esta me chamando?? Ela que se vire! Vá resolver o surto do aluno X.
Quando retornei a sala, parecia que tinha acontecido uma guerra dentro da sala, uma bagunça, uma sujeira!!
Fiquei pensando, é tão fácil achar defeitos nos professores, mas quem é que aguenta tudo sozinho??? Que muitas vezes tem vontade sair correndo, de tantos problemas que possui em sua sala, mas continua firme, sem chamar ninguém!! Então vem pessoas dizendo que irão trabalhar com a inclusão e no primeiro problema que aparece já chama correndo o titular!! Vão se virar!!! Estão ganhando para ajudar, auxiliar e ainda querem moleza!!!
Quando retornei a sala, parecia que tinha acontecido uma guerra dentro da sala, uma bagunça, uma sujeira!!
Fiquei pensando, é tão fácil achar defeitos nos professores, mas quem é que aguenta tudo sozinho??? Que muitas vezes tem vontade sair correndo, de tantos problemas que possui em sua sala, mas continua firme, sem chamar ninguém!! Então vem pessoas dizendo que irão trabalhar com a inclusão e no primeiro problema que aparece já chama correndo o titular!! Vão se virar!!! Estão ganhando para ajudar, auxiliar e ainda querem moleza!!!
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Inclusão só com laudo???
Temos m minha escola duas turmas de 1º ano, uma no turno da manhã com 8 alunos, e a minha no turno da tarde com 20 alunos. Sendo que nessa turma da manhã tem um menino bem complicado, ele toma remédios para um problema que tem na cabeça( a mãe não sabe bem o nome do problema, só que é uma parte do cérebro que tem problema). Mas como para a mantenedora o que importa é sala cheia, chamou a direção e mandou desfazer essa turma, passando todos para o turno da tarde. E a professora da manhã, irá assumir uma turma de pré que está para chegar.
A diretora me chamou e perguntou se eu aceitava os alunos, como dizer não, se preciso trabalhar e os alunos precisam estudar.
Pedi para a equipe diretiva me dar um suporte, pois tenho uma menina no turno da tarde, que não se enquadra com esse menino do turna da manhã. Tenho um com Fibrose Cística, outra com problemas de visão, três hiperativos, enfim problemas é que não faltam!!!!
Agora pergunto a todos, onde está a qualidade de ensino, de atendimento em uma sala de 1º ano com 28 crianças, e apenas uma professora para dar conta de todos.Até agora estava conseguindo dar um atendimento mais individual para aqueles que tem mais dificuldades, os mais lentos. E a partir de agora??? O que fazer??? Como agir???
O interessante é que as pessoas que hoje estão no comando da mantenedora, já passaram por uma sala de aula. Será que esqueceram da realidade que temos nas escolas??? Ou é mais fácil fechar os olhos, e deixar que os professores se virem do que jeito que conseguirem??
Essa éa inclusão que temos em nossas escolas, salas cheias, professor sem suporte, alunos cada vez mais problemáticos, famílias sem estrutura alguma, e VIVA O PROFESSOR!!! VIVA A INCLUSÃO!!!
A diretora me chamou e perguntou se eu aceitava os alunos, como dizer não, se preciso trabalhar e os alunos precisam estudar.
Pedi para a equipe diretiva me dar um suporte, pois tenho uma menina no turno da tarde, que não se enquadra com esse menino do turna da manhã. Tenho um com Fibrose Cística, outra com problemas de visão, três hiperativos, enfim problemas é que não faltam!!!!
Agora pergunto a todos, onde está a qualidade de ensino, de atendimento em uma sala de 1º ano com 28 crianças, e apenas uma professora para dar conta de todos.Até agora estava conseguindo dar um atendimento mais individual para aqueles que tem mais dificuldades, os mais lentos. E a partir de agora??? O que fazer??? Como agir???
O interessante é que as pessoas que hoje estão no comando da mantenedora, já passaram por uma sala de aula. Será que esqueceram da realidade que temos nas escolas??? Ou é mais fácil fechar os olhos, e deixar que os professores se virem do que jeito que conseguirem??
Essa éa inclusão que temos em nossas escolas, salas cheias, professor sem suporte, alunos cada vez mais problemáticos, famílias sem estrutura alguma, e VIVA O PROFESSOR!!! VIVA A INCLUSÃO!!!
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Organização básica do sistema nervoso.
Coordenar e controlar a maior parte das funções de nosso corpo, esse é o papel primário do SN - Sistema Nervoso.
A cada momento somos bombardeados por milhares de informações, porém armazenamos e utilizamos aquelas que sejam significativas para nós e descartamos as outras.
Aprendemos aquilo que vivenciamos e a oportunidade de relações e correlações, exercícios, observações, auto-avaliação e aperfeiçoamento na execução das tarefas fará diferença na qualidade e quantidade do que poderemos aprender no curso de nossas vidas.
LEFEVRE, diz:Desde o nascimento, o cérebro infantil está em constante evolução através de sua inter-relação com o meio. A criança percebe o mundo pelos sentidos age sobre ele, e essa interação se modifica durante a evolução, à medida que domina seu corpo.
A criança com deficiência não pode estar em um mundo à parte para desenvolver habilidades motoras. É preciso que ela receba os benefícios tecnológicos e de reabilitação em constante interação com o ambiente ao qual ela pertence.
O ambiente escolar é para qualquer criança o espaço por natureza de interação uns com os outros.
O aprednizado ganha mais sentido quando a criança está num ambiente de convívio e participação. A inclusão escolra é uma oportunidade para que a crinaça com deficiência física não fique a parte, realizando atividades meramente condicionadas e sem sentido.
A cada momento somos bombardeados por milhares de informações, porém armazenamos e utilizamos aquelas que sejam significativas para nós e descartamos as outras.
Aprendemos aquilo que vivenciamos e a oportunidade de relações e correlações, exercícios, observações, auto-avaliação e aperfeiçoamento na execução das tarefas fará diferença na qualidade e quantidade do que poderemos aprender no curso de nossas vidas.
LEFEVRE, diz:Desde o nascimento, o cérebro infantil está em constante evolução através de sua inter-relação com o meio. A criança percebe o mundo pelos sentidos age sobre ele, e essa interação se modifica durante a evolução, à medida que domina seu corpo.
A criança com deficiência não pode estar em um mundo à parte para desenvolver habilidades motoras. É preciso que ela receba os benefícios tecnológicos e de reabilitação em constante interação com o ambiente ao qual ela pertence.
O ambiente escolar é para qualquer criança o espaço por natureza de interação uns com os outros.
O aprednizado ganha mais sentido quando a criança está num ambiente de convívio e participação. A inclusão escolra é uma oportunidade para que a crinaça com deficiência física não fique a parte, realizando atividades meramente condicionadas e sem sentido.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
O cuidado dos colegas
Tenho um aluno como já citei no fórum de necessidades especiais com Fibrose Cística, precisa tomar enzimas antes de suas refeições. Esse ritual, digamos assim acontece desde o ano passado(pré-escola) os colegas já sabem e ajudam a cuidar para ver se o menino toma seu remédio, hoje achei tão bonito, estávamos na biblioteca após o recreio, e um colega perguntou para o menino:
- Fulano, tomou teu remédio hoje?
- É claro que tomei.
- Mas eu não vi, acho que tu tá me enganando!
- Tu é que tá enganado, eu tô tomando direitinho.
E assim continuou o assunto. Fiquei contente em perceber que não existe a exclusão entre os pequenos, quem exclui infelizmente são os maiores e até os pais. Pessoas mal informadas que muitas vezes pensam que aquela criança que precisa tomar medicamento periódico, que possui um jeito diferente da maioria é um ser de outro mundo.Enquanto docentes procuramos orientar para que a inclusão seja cada vez mais aceita, mas fica difícil quando temos uma maioria bem preconceituosa lutando contra a nossa palavra. É bonito perceber o cuidado que eles têm com esse coleguinha, que precisa tomar medicamento, para não ir parar no hospital.Pena que toda essa pureza daqui a pouco acabe, e alguns venham a se tornar adultos maldosos, arrogantes e prepotentes.
- Fulano, tomou teu remédio hoje?
- É claro que tomei.
- Mas eu não vi, acho que tu tá me enganando!
- Tu é que tá enganado, eu tô tomando direitinho.
E assim continuou o assunto. Fiquei contente em perceber que não existe a exclusão entre os pequenos, quem exclui infelizmente são os maiores e até os pais. Pessoas mal informadas que muitas vezes pensam que aquela criança que precisa tomar medicamento periódico, que possui um jeito diferente da maioria é um ser de outro mundo.Enquanto docentes procuramos orientar para que a inclusão seja cada vez mais aceita, mas fica difícil quando temos uma maioria bem preconceituosa lutando contra a nossa palavra. É bonito perceber o cuidado que eles têm com esse coleguinha, que precisa tomar medicamento, para não ir parar no hospital.Pena que toda essa pureza daqui a pouco acabe, e alguns venham a se tornar adultos maldosos, arrogantes e prepotentes.
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