Fazendo uma reflexão sobre o texto "Os índios no Brasil: quem são e quantos são", escrito pelo representante do povo Baniwa, Gersen dos Santos Luciano. É impressionante identificar que pessoas que aqui viviam muito antes da chegada dos européus, cuidando e preservando a terra, retirando dela somente o essencial para seu sustento, foram dizimados por indivíduos ambiciosos e sem sentimentos. Observar essa dura realidade em que no ano de 1500 haviam cerca de 5 milhões de índios. E atualmente segundo estatísticas do IBGE existem cerca 700.000 índios em todo o Brasil. Pessoa que precisaram renegar suas origens, suas etnias, para conseguirem sobreviver e quem sabe hoje recontar sua história através de seus descendentes.
E nós enquanto professores não estamos contribuindo em nada para que se reconstrua a auto-estima identitária do povo indígena.
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quinta-feira, 4 de junho de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Quando li o trabalho de questões étnico-raciais, no qual deveria entrevistar 4 alunos negros, e questioná-los sobre "Como você se sente como aluno negro nesta escola", fiquei apreensiva será que não seria mal interpretada por esses pré-adolescentes. Mas resolvi encarar o desafio. Deixei bem claro que a entrevista seria muito confidencial e que ninguém dentro da escola saberia o que iríamos falar e que eles deveriam fazer o mesmo, isto é, não comentar com os outros o que conversamos.
A primeira surpresa que tive foi nenhum deles sofreu preconceito dentro da escola, por parte dos colegas, a não ser um deles que veio de outra escola e sofria de racismo dentro da mesma. O relato da menina que ouviu palavras maldosas de uma professora, foi bem angustiante, pois entre educadores não deveria existir esse tipo de discriminação. Nós sabemos que têm crianças que não tomam banho, não usam roupas limpas, mas sabemos também que existem diversas maneiras de falar sobre tal assunto. No entanto, temos docentes que não possuem essa sensibilidade, e acabam prejudicando o trabalho que levamos tempo para construir. Essa professora que disse certas coisas para algumas alunas,veio de outra escola, está chegando em um local diferente e não procura investigar para ver como as colegas atuam, como agem, para que o trabalho continue em construção.
Outra questão que chamou muito minha atenção, foi a de uma menina que tem 11 irmãos, mora numa residência bem humilde(são duas peças na casa), e seu projeto para o futuro é casar ter filhos, trabalhar num restaurante ou ser faxineira. Isso me fez refletir até que ponto nós estamos atuando positivamente na vida dessas crianças, será que não mostramos á eles que somente com o estudo, o esforço, eles poderão ter uma vida melhor do que a sua atual?
Pude verificar que a família possui sim, grande influência sobre a vida de seus filhos, e quando eles não percebem essa presença, essa força positiva, ficam desiludidos, sem motivação para irem em frente, em mostrar que podem vencer e mudar o rumo de suas vidas.
O menino que tem muito incentivo do pai( possui uma família bem constituída), tem belos planos para seu futuro, pretende ser um jornalista, ganhar bem ,ter uma esposa que trabalhe para adquirirem sempre mais, ter filhos que sejam bons alunos na escola, fiquei emocionada, pois no meio de tantos que mal sabem o que querem amanhã, encontrar uma criança de 11 anos com pensamentos tão positivos, tão bem direcionados mostra que vale a pena sonhar, em ver o dia que o racismo e preconceito serão eliminados de nosso vocabulário e da nossa vida.
A primeira surpresa que tive foi nenhum deles sofreu preconceito dentro da escola, por parte dos colegas, a não ser um deles que veio de outra escola e sofria de racismo dentro da mesma. O relato da menina que ouviu palavras maldosas de uma professora, foi bem angustiante, pois entre educadores não deveria existir esse tipo de discriminação. Nós sabemos que têm crianças que não tomam banho, não usam roupas limpas, mas sabemos também que existem diversas maneiras de falar sobre tal assunto. No entanto, temos docentes que não possuem essa sensibilidade, e acabam prejudicando o trabalho que levamos tempo para construir. Essa professora que disse certas coisas para algumas alunas,veio de outra escola, está chegando em um local diferente e não procura investigar para ver como as colegas atuam, como agem, para que o trabalho continue em construção.
Outra questão que chamou muito minha atenção, foi a de uma menina que tem 11 irmãos, mora numa residência bem humilde(são duas peças na casa), e seu projeto para o futuro é casar ter filhos, trabalhar num restaurante ou ser faxineira. Isso me fez refletir até que ponto nós estamos atuando positivamente na vida dessas crianças, será que não mostramos á eles que somente com o estudo, o esforço, eles poderão ter uma vida melhor do que a sua atual?
Pude verificar que a família possui sim, grande influência sobre a vida de seus filhos, e quando eles não percebem essa presença, essa força positiva, ficam desiludidos, sem motivação para irem em frente, em mostrar que podem vencer e mudar o rumo de suas vidas.
O menino que tem muito incentivo do pai( possui uma família bem constituída), tem belos planos para seu futuro, pretende ser um jornalista, ganhar bem ,ter uma esposa que trabalhe para adquirirem sempre mais, ter filhos que sejam bons alunos na escola, fiquei emocionada, pois no meio de tantos que mal sabem o que querem amanhã, encontrar uma criança de 11 anos com pensamentos tão positivos, tão bem direcionados mostra que vale a pena sonhar, em ver o dia que o racismo e preconceito serão eliminados de nosso vocabulário e da nossa vida.
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Questões étnico-raciais na educação
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Nasci em 29 de junho de 1970, sob o signo de câncer. Recebi o nome de Ana Beatriz, segundo minha mãe uma lembrança de uma linda menina que ela cuidou quando moça. Infelizmente minha mãe teve um aborto, e teve alguns problemas, os quais a impossibilitaram de ter outros filhos. Resultado sou filha única, quando pequena não ligava, hoje com meus 38 anos, sinto muito falta de uma pessoa com a qual pudesse trocar confidências, dividir dores, enfim um mano(a). Ás vezes, sinto inveja quando ouço alguém chamar pelo irmão(a). Mas mesmo assim cresci num ambiente cercado de amor, carinho e proteção. Mesmo sendo única, tive que aos treze anos sair para trabalhar num comércio cerealista, depois em supermercado, perfumaria, escritórios(médico e contábil), loja de bijuterias,etc. Em 1999, fui nomeada professora em Gravataí. Sou morena clara( leite), cabelos castanhos, olhos castanhos, possuo muitos sinais no corpo, mas tenho um igual ao de minha mãe, no pescoço do lado direito. Sou alegre, emotiva(meu marido diz que choro ate por comercial de televisão), prestativa, adoro limpeza, odeio bagunça, procuro me esforçar para ter o melhor e dar o melhor para minhas filhas. Fui mãe aos 28 anos e recebi meu 1º tesouro- Mariana (11 anos). Aos 31 nasceu meu 2º tesouro- Nathália, ambas a razão da minha vida. Aos 34 anos faleceu meu pai aos 65 anos, foi uma perda muito grande que ainda hoje dói, a saudade é muito presente, e por uma triste ironia do destino, ele faleceu no mesmo dia que minha filha estava fazendo 3 anos, incrível como a vida nos prega peças, dois sentimentos num mesmo dia, alegria por minha filha completar mais um ano de vida, tristeza -por ser mais um ano sem meu pai. Ele era um porto muito seguro para mim, fiquei muito perdida, mas aos poucos a vida vai voltando a seu prumo. Tive em minha vida duas perdas muito significativas, aos 16 anos perdi minha vó( uma companheira e tanto, uma pessoa muito forte, muito esforçada, que sempre enfrentou seus obstáculos de cabeça erguida). Algumas características que herdei de meus pais: mãe – sorriso, espontaneidade, agilidade, rapidez em fazer a as atividades, cabelo ondulado, sinais no corpo, força de vontade, honestidade, humildade. Pai- o formato dos pés, unhas, o nariz, alguns traços na fisionomia, uma mania de fazer um biquinho( quando está pensando, ou preocupado). Até meus 25 anos, falava pelos cotovelos, depois comecei a observar mais do que falar( meu pai era assim). Com ambos aprendi a ter respeito por todas as pessoas, o espírito de colaboração e a humildade acima de qualquer coisa.
EU E OS OUTROS
Procuro conviver bem com todos que me cercam, muitas vezes escuto coisas que magoam, mas não revido para poder viver num ambiente agradável. No meio profissional, sinto que tenho colegas verdadeiros que apreciam minha companhia, assim como têm aqueles que adorariam me ver pelas costas. Interessante como num meio de educadores, existam tantas pessoas maldosas, querendo ver o mal dos outros. (Esqueço que antes de serem educadores, são seres humanos). Assim como na vida pessoal, na profissional procuro sempre fazer o melhor para que meus alunos estejam num ambiente agradável de estudar. Estou sempre disposta a ajudar e isso causa aborrecimentos em certos colegas de trabalho, os quais sabem somente queixar-se das coisas, mas não fazem nada para ajudar a melhorar.
Na verdade não fico muito preocupada em saber se algumas pessoas gostam ou não de mim, nem Jesus Cristo agradou a todos, que dirá nós simples mortais. Acredito que precisamos prestar contas somente a ele, o resto é o resto. Faço minha parte enquanto, pessoa, profissional, mãe, esposa, aluna.
Escuto meus familiares dizer que sou muito parecida com tia Nelci (falecida), irmã de minha mãe, gosto de lavar as coisas de mangueira (só não lavo dentro de casa porque não dá), faço bastante comida e doces igual á ela, meu marido diz que quando prendo o cabelo no alto da cabeça, fico mais parecida ainda. Tenho uma barriga acentuada (igual as irmãs de meu pai), sou muito forte, não desisto fácil, como minha avó materna. Era também minha madrinha, pessoa da qual sinto muita falta, ela faleceu eu tinha apenas anos, foi uma perda muito grande na minha vida, éramos bem amigas. Gosto de cantar, tenho facilidade para gravar as letras das músicas, bem como um primo materno, sou da família “Lima”, quando nos reunimos sempre sai uma roda de cantoria. Meu avô materno, adorava pegar seu cavaquinho e cantar.
EU E OS OUTROS
Procuro conviver bem com todos que me cercam, muitas vezes escuto coisas que magoam, mas não revido para poder viver num ambiente agradável. No meio profissional, sinto que tenho colegas verdadeiros que apreciam minha companhia, assim como têm aqueles que adorariam me ver pelas costas. Interessante como num meio de educadores, existam tantas pessoas maldosas, querendo ver o mal dos outros. (Esqueço que antes de serem educadores, são seres humanos). Assim como na vida pessoal, na profissional procuro sempre fazer o melhor para que meus alunos estejam num ambiente agradável de estudar. Estou sempre disposta a ajudar e isso causa aborrecimentos em certos colegas de trabalho, os quais sabem somente queixar-se das coisas, mas não fazem nada para ajudar a melhorar.
Na verdade não fico muito preocupada em saber se algumas pessoas gostam ou não de mim, nem Jesus Cristo agradou a todos, que dirá nós simples mortais. Acredito que precisamos prestar contas somente a ele, o resto é o resto. Faço minha parte enquanto, pessoa, profissional, mãe, esposa, aluna.
Escuto meus familiares dizer que sou muito parecida com tia Nelci (falecida), irmã de minha mãe, gosto de lavar as coisas de mangueira (só não lavo dentro de casa porque não dá), faço bastante comida e doces igual á ela, meu marido diz que quando prendo o cabelo no alto da cabeça, fico mais parecida ainda. Tenho uma barriga acentuada (igual as irmãs de meu pai), sou muito forte, não desisto fácil, como minha avó materna. Era também minha madrinha, pessoa da qual sinto muita falta, ela faleceu eu tinha apenas anos, foi uma perda muito grande na minha vida, éramos bem amigas. Gosto de cantar, tenho facilidade para gravar as letras das músicas, bem como um primo materno, sou da família “Lima”, quando nos reunimos sempre sai uma roda de cantoria. Meu avô materno, adorava pegar seu cavaquinho e cantar.
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sexta-feira, 17 de abril de 2009
EU E OS OUTROS
É muito fácil falarmos dos outros,acharmos defeitos,falhas,dar elogios,criticar, enfim, "pimenta nos olhos dos outros não arde", como diz o ditado popular. Mas no momento que precisamos parar e analisarmos a nós próprios, é que percebemos que é mais difícil.
Nasci em 29 de junho de 1970, sob o signo de câncer. Recebi o nome de Ana Beatriz, segundo minha mãe uma lembrança de uma linda menina que ela cuidou quando moça. Infelizmente minha mãe teve um aborto, e teve alguns problemas, os quais a impossibilitaram de ter outros filhos. Resultado sou filha única, quando pequena não ligava, hoje com meus 38 anos, sinto muito falta de uma pessoa com a qual pudesse trocar confidências, dividir dores, enfim um mano(a). Ás vezes, sinto inveja quando ouço alguém chamar pelo irmão(a). Mas mesmo assim cresci num ambiente cercado de amor, carinho e proteção. Mesmo sendo única, tive que aos treze anos sair para trabalhar num comércio cerealista, depois em supermercado, perfumaria, escritórios(médico e contábil), loja de bijuterias,etc. Em 1999, fui nomeada professora em Gravataí. Sou morena clara( leite), cabelos castanhos, olhos castanhos, possuo muitos sinais no corpo, mas tenho um igual ao de minha mãe, no pescoço do lado direito. Sou alegre, emotiva(meu marido diz que choro ate por comercial de televisão), prestativa, adoro limpeza, odeio bagunça, procuro me esforçar para ter o melhor e dar o melhor para minhas filhas. Fui mãe aos 28 anos e recebi meu 1º tesouro- Mariana (11 anos). Aos 31 nasceu meu 2º tesouro- Nathália, ambas a razão da minha vida. Aos 34 anos faleceu meu pai aos 65 anos, foi uma perda muito grande que ainda hoje dói, a saudade é muito presente, e por uma triste ironia do destino, ele faleceu no mesmo dia que minha filha estava fazendo 3 anos, incrível como a vida nos prega peças, dois sentimentos num mesmo dia, alegria por minha filha completar mais um ano de vida, tristeza -por ser mais um ano sem meu pai. Ele era um porto muito seguro para mim, fiquei muito perdida, mas aos poucos a vida vai voltando a seu prumo. Tive em minha vida duas perdas muito significativas, aos 16 anos perdi minha vó( uma companheira e tanto, uma pessoa muito forte, muito esforçada, que sempre enfrentou seus obstáculos de cabeça erguida). Algumas características que herdei de meus pais: mãe – sorriso, espontaneidade, agilidade, rapidez em fazer a as atividades, cabelo ondulado, sinais no corpo, força de vontade, honestidade, humildade. Pai- o formato dos pés, unhas, o nariz, alguns traços na fisionomia, uma mania de fazer um biquinho( quando está pensando, ou preocupado). Até meus 25 anos, falava pelos cotovelos, depois comecei a observar mais do que falar( meu pai era assim). Com ambos aprendi a ter respeito por todas as pessoas, o espírito de colaboração e a humildade acima de qualquer coisa.
Nasci em 29 de junho de 1970, sob o signo de câncer. Recebi o nome de Ana Beatriz, segundo minha mãe uma lembrança de uma linda menina que ela cuidou quando moça. Infelizmente minha mãe teve um aborto, e teve alguns problemas, os quais a impossibilitaram de ter outros filhos. Resultado sou filha única, quando pequena não ligava, hoje com meus 38 anos, sinto muito falta de uma pessoa com a qual pudesse trocar confidências, dividir dores, enfim um mano(a). Ás vezes, sinto inveja quando ouço alguém chamar pelo irmão(a). Mas mesmo assim cresci num ambiente cercado de amor, carinho e proteção. Mesmo sendo única, tive que aos treze anos sair para trabalhar num comércio cerealista, depois em supermercado, perfumaria, escritórios(médico e contábil), loja de bijuterias,etc. Em 1999, fui nomeada professora em Gravataí. Sou morena clara( leite), cabelos castanhos, olhos castanhos, possuo muitos sinais no corpo, mas tenho um igual ao de minha mãe, no pescoço do lado direito. Sou alegre, emotiva(meu marido diz que choro ate por comercial de televisão), prestativa, adoro limpeza, odeio bagunça, procuro me esforçar para ter o melhor e dar o melhor para minhas filhas. Fui mãe aos 28 anos e recebi meu 1º tesouro- Mariana (11 anos). Aos 31 nasceu meu 2º tesouro- Nathália, ambas a razão da minha vida. Aos 34 anos faleceu meu pai aos 65 anos, foi uma perda muito grande que ainda hoje dói, a saudade é muito presente, e por uma triste ironia do destino, ele faleceu no mesmo dia que minha filha estava fazendo 3 anos, incrível como a vida nos prega peças, dois sentimentos num mesmo dia, alegria por minha filha completar mais um ano de vida, tristeza -por ser mais um ano sem meu pai. Ele era um porto muito seguro para mim, fiquei muito perdida, mas aos poucos a vida vai voltando a seu prumo. Tive em minha vida duas perdas muito significativas, aos 16 anos perdi minha vó( uma companheira e tanto, uma pessoa muito forte, muito esforçada, que sempre enfrentou seus obstáculos de cabeça erguida). Algumas características que herdei de meus pais: mãe – sorriso, espontaneidade, agilidade, rapidez em fazer a as atividades, cabelo ondulado, sinais no corpo, força de vontade, honestidade, humildade. Pai- o formato dos pés, unhas, o nariz, alguns traços na fisionomia, uma mania de fazer um biquinho( quando está pensando, ou preocupado). Até meus 25 anos, falava pelos cotovelos, depois comecei a observar mais do que falar( meu pai era assim). Com ambos aprendi a ter respeito por todas as pessoas, o espírito de colaboração e a humildade acima de qualquer coisa.
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